Dra. Deborah Beranger

O que é osteoporose

Osteoporose - Dra. Deborah Beranger

Você sabia que seus ossos estão em constante renovação ao longo da vida? Com o passar do tempo, especialmente após os 50 anos, esse processo pode se desequilibrar, levando à perda de massa óssea e aumentando o risco de fraturas. Essa condição é conhecida como osteoporose.

Como endocrinologista, compreendo que a osteoporose é uma doença silenciosa, que muitas vezes só é descoberta após a ocorrência de uma fratura. Por isso, é fundamental entender o que é a osteoporose, seus fatores de risco e como preveni-la ou tratá-la adequadamente.

Neste espaço, convido você a conhecer mais sobre a osteoporose, suas causas, sintomas e as abordagens que utilizo para o diagnóstico e tratamento, sempre com foco na sua saúde e bem-estar.

O que é osteoporose e como ela afeta o corpo?

A osteoporose é uma doença caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e pela deterioração da microarquitetura dos ossos. Isso os torna mais frágeis e suscetíveis a fraturas, mesmo em situações de baixo impacto, como uma queda da própria altura ou até um espirro mais forte.

Explico aos meus pacientes que o osso é um tecido vivo, que está em constante processo de renovação. Ao longo da vida, há um equilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea. Porém, com o envelhecimento — especialmente após a menopausa, nas mulheres — esse equilíbrio se rompe, favorecendo a perda de massa óssea.

As fraturas mais comuns na osteoporose são:

  • Quadril
  • Vértebras (coluna)
  • Punho

E o mais preocupante é que a osteoporose não costuma causar sintomas até que uma fratura aconteça. Por isso, chamamos essa doença de “silenciosa”. Mas os impactos são reais e profundos: dores crônicas, limitação da mobilidade e, em casos mais graves, perda da autonomia.

A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível prevenir fraturas e preservar a qualidade de vida. E é exatamente isso que busco em cada atendimento: identificar os fatores de risco, agir preventivamente e oferecer o melhor cuidado para fortalecer sua saúde óssea.

Quais são as causas e fatores de risco da osteoporose?

Uma dúvida comum entre os pacientes é: “por que eu desenvolvi osteoporose?”. E, muitas vezes, essa condição é o resultado de uma combinação de fatores que se acumulam ao longo da vida.

A osteoporose pode ter origem primária, geralmente associada ao envelhecimento e à queda dos níveis hormonais (como o estrogênio, na menopausa). Mas também pode ser secundária, ou seja, provocada por outras doenças ou pelo uso prolongado de certos medicamentos.

Entre os principais fatores de risco, destaco:

  • Idade avançada
  • Histórico familiar de osteoporose ou fraturas
  • Menopausa precoce ou ausência prolongada de menstruação
  • Baixa ingestão de cálcio e vitamina D
  • Sedentarismo
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Uso crônico de corticoides
  • Doenças como hipotireoidismo, hiperparatireoidismo, artrite reumatoide ou diabetes
  • Baixo peso corporal ou desnutrição

Por isso, quando atendo pacientes com risco aumentado, mesmo que não tenham fraturas, sempre avalio com cuidado todo o histórico clínico, hábitos de vida e exames complementares. Identificar precocemente quem está mais vulnerável permite agir antes que o osso quebre.

Como é feito o diagnóstico da osteoporose?

Na maioria das vezes, a osteoporose não apresenta sintomas até o primeiro grande alerta: uma fratura. É por isso que insisto tanto na importância do diagnóstico precoce, especialmente em mulheres após a menopausa ou em pessoas com fatores de risco.

O exame padrão que utilizo para diagnosticar a osteoporose é a densitometria óssea. Ele é rápido, indolor e permite avaliar a densidade mineral dos ossos, principalmente da coluna lombar e do fêmur.

A densitometria fornece um resultado chamado T-score, que compara a densidade óssea do paciente com a de um adulto jovem saudável. A partir desse valor, classificamos:

  • Normal: T-score acima de -1
  • Osteopenia (massa óssea reduzida): T-score entre -1 e -2,5
  • Osteoporose: T-score igual ou inferior a -2,5

Além desse exame, posso solicitar marcadores laboratoriais, para investigar causas secundárias da perda óssea ou avaliar a saúde geral do metabolismo ósseo — como níveis de cálcio, vitamina D, hormônios da tireoide e paratireoide, entre outros.

Avaliar é mais do que “olhar o osso”: é compreender o que está por trás daquela perda óssea e identificar o momento certo de intervir. E isso é feito com cuidado, escuta e conhecimento técnico.

Como é feito o tratamento da osteoporose?

O principal objetivo no tratamento da osteoporose é evitar fraturas e preservar a qualidade de vida. Quando recebo um paciente com diagnóstico confirmado, analiso todo o contexto: idade, sexo, risco de queda, histórico de fraturas, doenças associadas, estilo de vida e exames laboratoriais.

O tratamento envolve mais do que prescrever medicamentos. Ele é construído a partir de uma abordagem completa, com ações para fortalecer os ossos e reduzir riscos.

Entre as principais estratégias, utilizo:

  • Reforço da ingestão de cálcio e vitamina D: seja por meio da alimentação ou suplementação, sempre com dosagem adequada e individualizada.
  • Atividade física orientada: exercícios com impacto leve, treino de força e equilíbrio ajudam a manter a massa óssea e prevenir quedas.
  • Adequação hormonal (quando indicada): em mulheres na menopausa, a terapia hormonal pode ser considerada, desde que não haja contraindicações.
  • Medicamentos específicos para osteoporose: como bisfosfonatos, denosumabe ou teriparatida — escolhidos conforme o perfil e o grau de risco de fratura.
  • Atenção aos fatores de risco para quedas: como distúrbios do equilíbrio, visão, calçados inadequados e obstáculos no ambiente doméstico.

Faço questão de acompanhar cada paciente de perto, ajustando o tratamento conforme a evolução e sempre com espaço para tirar dúvidas e acolher inseguranças. Fortalecer os ossos é, acima de tudo, proteger a autonomia, a mobilidade e a saúde como um todo.

Agende sua consulta e cuide da saúde dos seus ossos com quem entende de verdade

Se você tem mais de 50 anos, já teve fraturas, está na menopausa ou apresenta fatores de risco, não espere o primeiro sinal para agir. A osteoporose é silenciosa, mas pode ser identificada precocemente e tratada com segurança — evitando complicações graves e preservando sua qualidade de vida.

Como endocrinologista, estou aqui para oferecer um diagnóstico preciso, um plano terapêutico individualizado e o acompanhamento contínuo que você merece.

Atendo nas unidades da Tijuca e Barra da Tijuca, com foco em prevenção, escuta ativa e condutas baseadas em evidências.

  • Agende sua consulta e fortaleça seus ossos com responsabilidade e acolhimento.
  • Prevenir fraturas é proteger sua mobilidade, sua independência e sua saúde como um todo.